A Auto Liderança fatiada aos bocadinhos (com TPC) 😉

A Auto Liderança fatiada aos bocadinhos (com TPC) 😉

A Auto Liderança fatiada aos bocadinhos (com TPC) 😉

1046 500 Hugo Gonçalves

A lista de erros dos quais nunca poderĂĄs recuperar Ă© muito, muito curta. 

James Clear

AUTOLIDERANÇA FATIADA AOS BOCADINHOS

Nos Ășltimos tempos tenho escrito bastante sobre a questĂŁo da Auto LiderançaAL, nomeadamente sobre a importĂąncia de:

  • Desenvolvermos a ConsciĂȘncia de quem somos, o que fazemos, e o que Ă© importante para nĂłs;
  • Ao mesmo tempo que temos a habilidade de Influenciar a nossas emoçÔes, comportamentos e comunicação;
  • Para sermos “Owners” e ResponsĂĄveis, intencionalmente, da forma como pensamos, sentimos e agimos relativamente aos nossos objetivos e aspiraçÔes.

A Auto Liderança nutre e faz acontecer a dimensão do Leader Evolution, na Engenharia Organizacional. Este roteiro de desenvolvimento simultùneo de Pessoas e OrganizaçÔes estå a ganhar uma tração e impactos bastante interessantes nos projetos que tenho estado a realizar.

A AL Ă© tambĂ©m um dos princĂ­pios ativos da especialização avançada em Liderança Evolutiva 720 (ainda vais a tempo 😊), que arrancou a semana passada, que magiquei e que estĂĄ a ser realizada em parceria com o CRIAP.

Com as minhas amigas e colegas Edite Amorim e ClĂĄudia Palmeiro, estamos e vamos facilitar um percurso de consciĂȘncia, transformação e ação sobre os (novos) papĂ©is e interesses d@ LĂ­der para um conjunto de profissionais de ĂĄreas tĂŁo distintas como o setor social, indĂșstria do papel, indĂșstria automotive, software, gaming e saĂșde.

Como normalmente acontece, o Serendipity fez das suas e “colocou-me” à frente do computador alguns artigos do Tony Gambill sobre a Auto Liderança, onde uma das frases chave está mesmo na mouche:

“Ter razĂŁo Ă© sobre ter as respostas. Fazer as coisas corretas e adequadas tem tudo a ver com criar um ambiente de confiança e capacitar os outros para alcançarem as respostas certas.”

Parece-me muito bem, tem estudos este Tony! 😊

HĂĄ dias atrĂĄs estava no Global Day do IPMA, a falar sobre a competĂȘncia Resourcefulness, para gestores e lĂ­deres de projetos e sobre como esta iria cada vez mais exigir sermos excelentes a navegar nas EmoçÔes (nossas e dos outros) e na Criatividade (nossa e para os outros). Ainda os “enganei” 😊, perspetivando uma sensação de segurança, com o nome que dei Ă  minha Intervenção – Emotions, Creativity e Resourcefulness – From Chaos to Order.

Mas fui falando sobre como a estrutura dos referenciais de gestĂŁo de projetos tinham derivables e formas de pensar e estar diferentes do que aquilo que nos estava a ser pedido pelas Pessoas e pelo Mundo

Fui malandro porque terminei assim, com um pequeno grande twist! 😊

S.O.A.R.

Serå esta capacidade de navegar eficazmente nas tuas situaçÔes mais importantes, complexas e relacionais que vai fazer a diferença nas OrganizaçÔes e no Mundo do Trabalho.

A grande maioria dos lĂ­deres, gestores e profissionais com os quais tive a oportunidade de interagir (bem como conhecer de vista e de nome graças Ă  rĂĄdio alcatifa das organizaçÔes😊) possuĂ­ inteligĂȘncia, vontade e conhecimento mais do que suficiente para terem sucesso.

As duas principais razĂ”es pelas quais os lĂ­deres “falham” sĂŁo por nĂŁo conseguirem estabelecer a melhor estratĂ©gia de “chegar” aos outros (empatia) e porque, de uma forma ou outra, as liçÔes aprendidas nĂŁo sĂŁo apreendidas. Desejam criar e trabalhar em learning organizations, mas resistem a serem learning leaders.

Como estava a dizer, o Tony Gambill e o seu colega Scott Carbonara criaram um modelo que considero bem catita, porque sendo aparentemente simples, utiliza questÔes profundas sobre contextos, episódios e cenas concretas do nosso dia-a-dia que lidamos como Líderes, Gestores e Profissionais. As quatro fases do modelo são SELF, OUTLOOK, ACTION E REFLECTION (SOAR).

Esta abordagem fornece um quadro para desenvolver os conhecimentos e ferramentas essenciais para se gerir eficazmente o Self, criando consciĂȘncia e clareza das oportunidades atravĂ©s do seu Outlook, criando insights para as melhores AçÔes, e compreensĂŁo e aprendizagem dos seus resultados atravĂ©s da ReflexĂŁo.

SELF

Reconhecer a Pessoa que Somos, que evoluiu atravĂ©s de uma combinação Ășnica de personalidade, traços fĂ­sicos, emocionais e relacionais, inteligĂȘncias mĂșltiplas, hĂĄbitos, crenças, recursos e experiĂȘncias:

  1. Articulas facilmente os teus objetivos e ambiçÔes;
  2. Conheces e descreves o ambiente que realça o teu “Melhor Eu”;
  3. Conheces e descreves o ambiente que realça o teu “Pior Eu”;
  4. És consciente dos teus “pontos fortes” e de como usĂĄ-los para atingir os teus objetivos e aspiraçÔes;
  5. Compreendes quais sĂŁo as ĂĄreas de maior incoerĂȘncia, inconsistĂȘncia e menor talento (“fraquezas”) e como estas atrapalham o atingir dos teus objetivos e aspiraçÔes;
  6. Consegues citar rapidamente os valores pessoais em que mais acreditas;
  7. Levas em conta esses valores de forma constante quando tomas decisÔes ou defines prioridades.
  8. DĂĄs uma importĂąncia especial ao autocuidado para responderes Ă s tuas necessidades bĂĄsicas emocionais, relacionais e profissionais;
  9. Sentes de forma clara quando as tuas necessidades mais fundamentais nĂŁo estĂŁo a ser nutridas ou satisfeitas, por ti ou pelos outros.

OUTLOOK

Uma consciĂȘncia de como vemos o mundo e como as nossas emoçÔes impactam a nossa visĂŁo do mesmo.

  1. EstĂĄs ciente de como os teus preconceitos de perceção podem distorcer a forma como “vĂȘs” as situaçÔes e pessoas;
  2. Tentas ativamente compreender diversas visÔes de mundo;
  3. Tentas compreender as situaçÔes Ășnicas dos outros antes de fazeres avaliaçÔes sobre elas;
  4. Sabes o que desencadeia as tuas emoçÔes “negativas”;
  5. Reconheces como os teus sentimentos negativos ou nĂŁo aceites afetam os teus comportamentos;
  6. Quando sentes emoçÔes menos boas, fazes sempre uma pausa para ganhar equilíbrio antes de reagir;
  7. Usas regularmente a respiração para acalmar as tuas emoçÔes;
  8. Estås ciente das tuas emoçÔes e consegues descrever com precisão os teus sentimentos;
  9. MantĂ©ns-te fiel ao teu “Melhor Eu” quando estĂĄs envolvido em contextos e situaçÔes difĂ­ceis.

ACTION

As conversas que permitem avançar com sucesso nas tuas situaçÔes mais importantes, complexas e relacionais.

Durante as tuas conversas mais difĂ­ceis:

  1. És sempre claro sobre as tuas melhores intençÔes (Resultados e Relacionamentos) para a conversa;
  2. Tentas criar clareza e alinhamento sobre a questĂŁo central;
  3. Lideras com perguntas abertas para compreenderes as perspetivas dos outros;
  4. Sentes-te confortĂĄvel ao permitir espaço e silĂȘncio depois de fazeres uma pergunta;
  5. Vens preparado para partilhar as tuas perspetivas sobre a questĂŁo;
  6. Sabes como fazer perguntas que geram soluçÔes orientadas para o futuro;
  7. Investes tempo para desenvolver acordos claros para açÔes partilhadas;
  8. Sentes-te confortĂĄvel ao lidar com a postura defensiva/agressiva dos outros.

REFLECTION

O processo de avaliação crítica e bondosa dos teus comportamentos, perspetivas, håbitos e comunicação de açÔes anteriores para obteres insights para melhor te adaptares a desafios futuros.

  1. Sabes como refletir e aprender com as tuas experiĂȘncias;
  2. Procuras ativamente feedback para a tua aprendizagem contĂ­nua;
  3. Consegues escutar feedback construtivo sem estar na defensiva;
  4. Defines ativamente objetivos de desenvolvimento para a tua melhoria contĂ­nua;
  5. Partilhas os teus objetivos com pessoas em quem confias e que apoiarão o teu progresso e estarão contigo caso de “insucesso”;
  6. Procuras e praticas regularmente novas competĂȘncias, abordagens ou experiĂȘncias para desenvolver continuamente skills importantes;
  7. Tens uma rede social de apoio que apoia a tua aprendizagem e crescimento;
  8. Crias planos claros para superar desafios recorrentes.

Tendo aqui estas questĂ”es, atĂ© Ă© pena desperdiçar isto, certo? 😊

Então as propostas te que faço são as seguintes:

Em primeiro lugar dedica-te a realizar um diagnóstico/assessment sobre de que forma estås a viver a tua própria Auto Liderança, utilizando estas questÔes do modelo SOAR.

A ideia Ă© criares 4 mapas de radar, um para cada dimensĂŁo deste modelo.

Para cada uma das questĂ”es, indica da forma mais transparente e intuitiva qual o grau de aplicabilidade/presença de cada uma das situaçÔes mencionadas nas questĂ”es – sendo 0 = [nĂŁo estou a fazer nada disto] e 5 = [respiro Auto Liderança atravĂ©s de todos os meus poros]. 😊 Fiz um boneco e tirei uma foto para ser mais claro e exemplificar o que te proponho – o ponto central vale 0 e na zona exterior do cĂ­rculo vale 5.

Obviamente o mapa de radares que surgir vai trazer de forma “crua” e visual pontos robustos e outros onde melhorar, equilĂ­brios ou falta deles e principalmente o que podes potenciar e quais os gaps que podem fazer sentido trabalhares para poderes “viver” a tua Auto Liderança de forma alinhada com Quem És e da forma que, como LĂ­der, Gestor ou Profissional, a tua Organização e Clientes tambĂ©m necessitam.

Então porque não utilizares a Blue Ocean Strategy para realizares uma transformação ou evolução? Ou seja, para cada uma das dimensÔes SOAR, estabelece uma estratégia sobre o que podes começar a fazer, deixar de fazer, fazer mais e fazer menos relativamente a cada uma destas dimensÔes, de forma a atingires uma maior habilidade, robustez e alinhamento na parte da liderança e gestão das atuas atividades, equipas, pares, líderes e clientes.

Ficarås com um plano estratégico de Auto Liderança.

Para o conseguires implementar no teu dia-a-dia “só” falta depois identificares que hĂĄbitos e açÔes poderĂŁo materializar aquilo que definiste.

Relendo este artigo agora sim, consigo ver espelhado um ciclo de consciĂȘncia, transformação e ação, com aplicaçÔes concretas ao dia-a-dia.

Acho que consegui fatiar este grande elefante da Auto Liderança aos bocadinhos.

Que te parece?

Obrigado, Bom TPC e StaySafe,

Hugo

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