Os 6 fatores críticos da Leadership Experience (LX)

Os 6 fatores críticos da Leadership Experience (LX)

Os 6 fatores críticos da Leadership Experience (LX)

500 765 Hugo Gonçalves

Leadership Experience (LX)

O desafio da liderança é ser forte, mas não rude; ser gentil, mas não fraco; ser ousado, mas não intimidar; ser atencioso, mas não preguiçoso; ser humilde, mas não tímido; ser orgulhoso, mas não arrogante; ter humor, mas sem loucura” – Jim Rohn.

Parece fácil :). Mas não é. Implica navegar num espectro bastante alargado.

No seguimento do artigo original sobre o ROX3 – Return on Organizational Leadership, Employee e Customer Experiences, o passo seguinte é explorar com detalhe cada uma das etapas e apresentar como isto pode ser implementado na prática.

Vamos começar com o LX – Leadership Experience – e a “realidade imaginada” que apresento em seguida é mesmo isso – um futuring – sobre como quer a nível de mindset, quer a nível de etapas e metodologias podemos “desenhar” a Liderança adequada para o teu tipo de negócio, produtos, processos e equipas.

Então vamos lá:

Leadership Experience | O Catalisador

A ideia da liderança catalisadora está umbilicalmente ligada às palavras Mudança, Impermanência e VUCA.

Devido ao ritmo e complexidade de produtos, serviços, processos e mercados, existem situações onde os líderes não possuem total autoridade executiva – devido ao outsourcing, joint-ventures e projetos em grupo. Então para se manter um círculo virtuoso a funcionar de forma constante e eterna, estes Líderes e Gestores:

  • Abraçam o Mundo e para isso mergulham nele – passam muito menos tempo nos “gabinetes”;
  • Estão dispostos a lidar com as resistências (próprias, internas à organização e externas);
  • São bons tradutores – conseguem comunicar o que viram “lá fora” aos seus colegas e equipa no “idioma” da organização;
  • Convidam os outros, incluem-nos em decisões mais estratégicas, facilita diálogos, ajudam a criar accountability;
  • Têm um cuidado e carinho genuínos pela sua equipa. Compreendem que todos nós temos as nossas cenas, problemas e desafios na vida. Que quanto mais possamos estar no nosso registo natural em vez de usar um persona, as decisões e ações serão eficazes e os resultados mais sustentáveis.

Os 6 fatores críticos da LX | Leadership Experience

1. Apanhar o Helicóptero – Definir o que é importante – propósito (sentido de urgência); futuring (o que se passa lá fora e o que será o futuro) e lições aprendidas (o que não correu/corre bem e como podemos evitar esses erros no futuro);

2. Definir os Perfis de Liderança – considerando que a Liderança é um conjunto de competências técnicas, emocionais e relacionais, cada área de negócio ou funcional requer uma customização adequada destes perfis ao contexto, aos impactos e às boas práticas;

3. Sharing Programs – Ser Líder e Gestor pode ser uma atividade muito, muito solitária. Nesse sentido são necessários meetings de partilha de experiências, problemas e soluções – o feedback dos outros permite-nos ter consciência, que é o melhor trigger para a transformação e ação.

4. Desenvolvimento do Self Leadership – Apesar ser importante existir um fio condutor comum de liderança, cada um de nós tem um caminho personalizados a fazer. Nesse sentido objetivos concretos e customizados tendo em conta o nível de experiência, maturidade e desafios específicos devem ser trabalhados de forma individual. O Coaching Executivo e os assessments como DISC e PDA são ótimas ferramentas para suportarem esse desenvolvimento.

5. Interação com colaboradores – Acredito que a tecnologia aqui pode ser uma ótima ferramenta para suportar (e não definir ou gerir) as conversas organizacionais que esta abordagem implica. Solvitur Ambulando – Resolve-se a andar, é um princípio de liderança e desenvolvimento de pessoas que “venero”. Os melhores surveys que conheço são as conversas. Bem sei que é quase impossível conseguirmos interagir com todos e é por isso que apps como o HappyForce e o OfficeVibe permitem captar o mood e real feedback da organização relativamente a problemas, alterações, aspirações.

6. Competências de Facilitadores Internos: Este é um fator novo e crítico para o Return of Leadership. Cada vez mais estou a desenvolver projetos de desenvolvimento de lideranças onde a preparação de competências de facilitação começa a ser bastante requisitada. Ser um facilitador interno e ainda por cima ter uma predominância hierárquica sobre as pessoas que queremos que contribuam de forma aberta, crítico e detalhada implica uma transformação pessoal do líder, para além da capacitação das abordagens de facilitação. Ao serem facilitadores e trainers internos, trabalham para codificar as estratégias e decisões macro para a linguagem da gestão intermedia e operacional e nesses momentos de conversas e trabalho descontraído sobre coisas sérias têm acesso a um conjunto de informações, reflexões, sugestões e análises que uma abordagem mais “convencional” não permite.

Em resumo, a LX é uma roda pedaleira que ativa e multiplica o impacto das outras formas de Impacto – EX e CX. É o catalisador!

A LX trabalha simultaneamente o desenvolvimento individual e organizacional, criando uma metamorfose nas funções executivas – mais facilitadores e influencers do que propriamente e decisores/avaliadores.

E para isso, fazem-me sentido estas palavras (acho que do James Clear):

  1. Elogia & Enaltece os Outros. Isto vai trazer-te muita paz de espírito.
  2. Não fiques à espera que os outros te elogiem e enalteçam. Isto vai-te trazer ainda maior paz de espírito.

Obrigado, Abraço e Cuida-te!
Hugo

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