VUCA Prime Parte 2 (Tools & Soluções Práticas)

VUCA Prime Parte 2 (Tools & Soluções Práticas)

VUCA Prime Parte 2 (Tools & Soluções Práticas)

900 450 Hugo Gonçalves

No artigo da semana passada, partilhei a minha Visão sobre como a abordagem VUCA Prime poderia dar opções diferentes, equilibradas e consistentes na forma como os Líderes e Gestores desenvolvem o seu próprio percurso e evolução interior de forma a nivelar por cima as suas competências Técnicas/Knowledge, Relacionais e Emocionais. Para se tornarem Pi (π) – shape professionals.

O VUCA PRIMEVISION | UNDERSTANDING | CLARITY | AGILITY / ACCEPTANCE exige de nós lidar com muitos paradoxos – um trabalho interior dedicado obviamente a permitir uma sintonização e equilíbrios internos com o objetivo maior de materializar uma melhor interação com os outros; olhar de frente para o caos e a ambiguidade e encontrar os pontos que devemos trabalhar, melhorar e evoluir e quais os outros em que o adequado é simplesmente aceitar.

Porque:

Já não existem produtos e serviços – existem Soluções e Iterações. Já não existem Resultados e Sucesso, existem Impactos;

É necessário navegar de forma simultânea no Caos (Volatilidade de Clientes, Tecnologias, Produtos, Serviços, Banca, Transportes e Eventos VUCA) e na Ordem (Estrutura, Tomar Decisões, Otimizar Recursos, Planos de Ação, Boas Práticas Standard). Eu diria aqui que não que temos que ser Transformers a lidar com esta realidade híbrida, mas sim dar um passo à frente e sermos X-Men&Women 🙂 ;

Cliff Richard, um grande artista/performer dos anos 60 a 80, tinha uma música com o seguinte título –  We Don’t Talk Anymore – WYWH. Incluí o vídeo porque quase caí da cadeira a rir :). O “entertainment” era outra coisa de facto nessa época. Eu diria o seguinte: “In 2019 we text, sms, whatsapp, email, but we don’t talk anymore”. As pessoas Falam mas não Conversam. Ouvimos mas não Escutamos.

As organizações são Ecossistemas, no seguimento do ponto anterior. E um ecossistema é o conjunto de interações, equilíbrios e auto sustentabilidade que resulta da interligação de várias espécies.

De forma regular escrevo que existem 3 fases essenciais a serem percorridas para todos os processos de Evolução:

CONSCIOUSNESS – AWARENESS

TRANSFORMATION – CHANGE

ACTION – INTERACTIONS

Mas como é que palavras tão fortes, profundas e etéreas conseguem ser materializadas no dia-a-dia? Que espaços formais e metodologias de Liderança e Desenvolvimento Organizacional nos permitem colocar as “mãos na massa” quando não existe representação física dessa própria massa?

No artigo anterior partilhei as competências VUCA Prime definidas por Bob Johansen. Em seguida apresento a minha visão sobre como algumas metodologias da Liderança, Gestão, Desenvolvimento, Inovação, Problem Solving e outras fora destes registos poderão contribuir para o desenvolvimento das mesmas.

Grande parte destas sugestões e puzzles já estão validadas “no terreno” por vários Líderes, Equipas e Organizações que partilharam comigo e com os meus colegas os seus challenges, desafios, oportunidades e sentido de urgência de transformação, através da realização de ações mais pontuais como workshops até imersões e compromissos mais profundos como projetos de desenvolvimento organizacionais, processos de Coaching, etc.

Para além da minha curiosidade natural, todos estes puzzles surgiram também da osmose e partilha proporcionada por companheiros de alma profissional (e não só). Sou Grato por isso!

DESENVOLVER O MAKER INSTINCT  – A nossa capacidade interna de ter acesso à nossa energia de curiosidade e vontade de criar, e conectá-la com outras que já existem ou que estão a ser criadas;

  • Assessment DISC/PDA;
  • Coaching & Mentoring;
  • Personal Business Model;
  • Framework Inteligência Emocional para Líderes

CLAREZA – Utilizar a capacidade de apanhar o helicóptero e olhar para o nosso ecossistema como um todo. Ver a nossa floresta, as outras florestas e como interagem. Olhando apenas para as árvores veremos apenas confusão e contradições;

  • Engenharia Organizacional®
  • Mindmap;
  • Mission Assignment;
  • Project Canvas;
  • Onion Stakeholder Map;
  • Speedboat – Risk Analyzis;
  • Design Thinking;

DILEMMA FLIPPING  – Como ganhar a paixão por ver todos estes desafios como oportunidades? Ou seja focar no “What” – O que podemos fazer para superar isto, em vez do “Why” – Porque é:

  • Design Thinking;
  • 5W2H;
  • Business Pre-Mortem;
  • How Might We;
  • Kill the Company;

EXPEDIÇÃO DE IMERSÃO –  Trata-se de realizar imersões programadas e estruturadas na primeira pessoa, em ambientes não familiares e recolher insights ou POV (Points of View). Como pode expor-se ao novo e distante?

  • Design Thinking;
  • Learning Expeditions;
  • 10 Faces of Innovation;
  • Value Proposition Design;
  • Customer Development;
  • Business Models;

BIO-EMPATIA  – A Natureza é sábia. Conseguir ver as coisas desde a perspetiva da Natureza permite focar automaticamente em conceitos como equilíbrio, sustentabilidade, recursos, ecossistemas. O que poderá aprender a sua abordagem de Liderança com a Natureza?

  • Personal Meeting;
  • External Offices;
  • Lateral Reading;
  • Steal like an Artist;

DESPOLARIZAÇÃO CONSTRUTIVA  – Trazer para as discussões e decisões importantes uma diversidade adequada de conhecimento, skills e hierarquias;

  • Engenharia Organizacional®;
  • Especialistas, Mainstreams, Extremes;
  • Management 3.0;
  • Design Thinking;
  • 10 Types of Innovation;

TRANSPARÊNCIA EQUILIBRADA  – Cada vez mais os colaboradores, parceiros, fornecedores e obviamente clientes valorizam a transparência e autenticidade. Como pode liderar de forma a estabelecer uma credibilidade e confiança com os outros?

  • Team&Culture Canvas;
  • Management 3.0;
  • Holocracia;
  • Cultura por Valores;

PROTOTIPAGEM RÁPIDA  – Todo o sucesso requer erros, falhanços e aprendizagens rápidas. Por isso é importante que Líderes e Gestores saibam liderar, promover e suportar a criação rápida de soluções – produtos, serviços, workflow, processos, interações e que as aprendizagens fiquem documentadas;

  • Design Thinking;
  • Customer Development;
  • Value Proposition Design;
  • Business Models;
  • Lean StartUp;
  • Agile;   

CRIAR TRIBOS –  Neste caso criar, fomentar e nutrir conversas descontraídas e regulares sobre “coisas sérias” com os clientes, colaboradores, parceiros e outras partes interessadas permite dominar um radar sobre o que se passa no seu ecossistema de Liderança e Negócio;

BUSINESS COMMONS  – As sinergias e a “coopetição” serão o cimento das organizações do futuro. Conseguir plantar, desenvolver e partilhar recursos de uma forma estratégica são abordagens que poderão apresentar melhores propostas de valor

Para estes dois últimos, o puzzle que proponho é simples:

Pensa Human-Centric. Pensa em Partilha. Pensa em Curiosidade. Pensa em Impactos Positivos. Pensa em Equilíbrio. Pensa em Alegria. Pensa em Descontração.

E rapidamente o teu próprio puzzle de atividades e planos irá surgir de forma natural e orgânica.

Porque é assim é suposto nós sermos – o melhor resultado da consciência do que é importante + as ações que desenvolvemos e as mensagens que partilhamos.

Obrigado e Abraço,

H

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