“Concept Manifesto” | Coaching para Pessoas nas Organizações

“Concept Manifesto” | Coaching para Pessoas nas Organizações

“Concept Manifesto” | Coaching para Pessoas nas Organizações

2000 1335 Hugo Gonçalves

À mulher de César não basta ser séria, tem de parecer sériaCaio Júlio César

Concept Manifesto para o Coaching para Pessoas nas Organizações

O Coaching é uma abordagem profissional balizada no tempo onde o Cliente (o Especialista), com o apoio do Coach (o Facilitador), toma Consciência do seu verdadeiro potencial e competências e de como as pode enquadrar na materialização de objetivos, performance e resultados pessoais e profissionais.

Um Concept Manifesto é uma declaração pública de um determinado propósito e/ou intenção. Destina-se a inspirar todos os que criem rapport com essa mensagem – clientes, utilizadores, colaboradores, gestores, líderes, atuais e futuros. Algo que é inegociável num manifesto é a autenticidade. E é por essa porta que vamos entrar para a reflexão de hoje.

Coaching é uma palavra muito desgastada! Não existe unanimidade relativamente à abordagem, resultados, metodologia e grau de desenvolvimento proporcionado.

O único consenso que existe é que a palavra é sexy. E que fica bem antes ou depois de qualquer tipo título profissional.

Existem algumas questões-chave que definem o estado atual de confusão sobre a perceção do que realmente é o Coaching. 

Refletir sobre estes tópicos será a melhor forma de encontrar as melhores (e verdadeiras respostas).

  • É um processo de ajuda ou facilitação?
  • Foca-se numa abordagem indutiva ou baseia-se escuta ativa, metodologia científica e contextualização de feedback?
  • Cria dependência ou promove o livre arbítrio?
  • Todos podem ser um Coach ou todos podemos ter uma atitude coach?
  • Quais as verdadeiras responsabilidades do Coach e do seu Cliente(s) num processo de Coaching?

Estas questões alimentam as reflexões, comentários e a perceção (ou várias) que existem relativamente ao impacto do Coaching no mundo empresarial.

Com este manifesto, pretendo humildemente dar o meu contributo para que exista mais clareza e objetividade sobre o que é o Coaching. “Desvios” ao processo, falta de rigor e preparação insuficiente e não científica levaram a episódios que alimentam a desconfiança existente, após o boom e a “moda” dos anos mais recentes.

Uma imagem vale mais que mil palavras. Apresento um esquema onde se pode rapidamente se pode concretizar o que realmente é o Coaching | e comparar com outras atividades:

Clareza no Propósito e Princípios do Coaching

Apesar de esta diferenciação ser relativamente simples, não está devidamente comunicada. A partir desta base, vou contribuir com as minhas respostas às perguntas que coloquei:

// É um processo de ajuda ou facilitação? 
  • É um processo de Facilitação, pois o Coach, tendo o Cliente definido um objetivo concreto, importante e verdadeiro a atingir, vai acompanhar e promover uma reflexão interna do Cliente. Essa reflexão fluirá através de 3 fases macro – Consciência, Transformação e Ação.
//Foca-se numa abordagem indutiva ou baseia-se escuta ativa, metodologia científica e contextualização de feedback?
  • A trave mestra do Coaching é constítuida pela segunda hipótese. A Escuta Ativa é algo que é trabalhado, através do desenvolvimento da liderança pessoal do Coach. Só assim este pode estar disponível para escutar, não realizar juízos de valor e não apresentar sugestões e opiniões de especialista. O maior especialista do Cliente é ele próprio.
  • A nível de Metodologia Científica, as melhores e mais robustas certificações internacionais promovem a aprendizagem e prática aprofundada de:
    • Metodologias do Coaching;
    • Competências do Coach;
    • Comunicação e Linguagem Verbal e Não-Verbal;
    • Neurociências;
    • Inteligências Múltiplas, entre outros.
  • Tudo isto cria o “espelho” que reflete e materializa as reflexões internas do Cliente em algo visível, concreto, sentido e consciente.
 // Cria dependência ou promove o livre arbítrio? 
  • O objetivo da sessão ou de um processo de Coaching é definido pelo Cliente. O contexto pelo qual o objetivo ou meta é importante é verbalizado pelo Cliente. Imaginar novas possibilidades e resultados que possam surgir do alcançar dessa meta só o Cliente o pode fazer. Como o Cliente é “motivado” a criar o seu próprio plano de ação e a comprometer-se com datas e timings, também esta fase é da sua responsabilidade. Promove o Livre Arbítrio.
// Todos podem ser um Coach ou todos podemos ter uma atitude coach? 
  • Todos nós podemos ter uma Atitude Coach – escutar de forma verdadeira as pessoas, saber gerir e integrar as nossas emoções e pensamentos. Esta integração leva a ações adequadas a cada situação a nível de prioridades, decisões foco e comunicação interna e relacional.
  • O contínuo desenvolvimento pessoal = processos de consciência + transformação + ação consolidados permite refinar a escuta ativa, o respeito pelo contexto do Cliente e/ou objetivo (excepto em situações devidamente identificadas num código de ética).
  • A forte aprendizagem, prática e mentoria dos conceitos citados nos pontos anteriores permite dominar a metodologia rigorosa, mas customizada que permite que cada processo seja único, desejado pelo Cliente e promovendo as suas próprias soluções.
  • Tal como é preciso uma boa base de formação académica + experiência para podermos ser ótimos consultores e psicólogos, a exigência para se poder ser um Coach devidamente preparado não é diferente.
  • A ideia-chave é desenvolver skills e competências para realizar uma Boa Escuta Ativa e colocar as Questões Adequadas. As melhores respostas são geradas pelas melhores perguntas.
// Quais as verdadeiras responsabilidades do Coach e do seu(s) Cliente(s) num processo de Coaching?
  • Um processo e/ou sessão de Coaching é sempre uma interação de mútua responsabilização. Uma meta que não seja verdadeira por parte do Cliente não permite realizar um processo de consciência profundo e eficaz. Um plano de ação definido pelo Cliente e que não seja cumprido obviamente não irá proporcionar os resultados desejados.
  • Um Coach que não se interessa verdadeiramente pelo registo e valores do Cliente mas está mais interessado em ter uma oportunidade de brilhar com um conselho, sugestão ou indução não respeita a abordagem que preconizo.
  • Um Coach que cuida de si, criando o melhor equilíbrio possível entre emoções, mente e corpo, está a assumir as rédeas do seu processo de desenvolvimento contínuo. Esta responsabilidade apresentar-se a um Cliente como um facilitador. Será assim mais fácil e verdadeiro transmitir tranquilidade, empatia e criar um “local” de confiança. 

Obviamente que existe uma interação de rapport, confiança e mútua responsabilidade entre Cliente e Coach. E faz parte do trabalho do Coach facilitar a contextualização e clareza de determinada meta ou objetivo.

O Coaching é uma relação profissional onde o Cliente decide para onde olhar e o Coach não lhe diz o que ver. 

Como sei que os melhores especialistas sobre o desenvolvimento profissional e da organização são os próprios Líderes, Gestores, Colaboradores e a própria Organização, imagine o seguinte:

Como se irá transformar na sua vida profissional quando conseguir olhar para a direção adequada e ver | sentir | consciencializar aquilo que realmente é importante para as metas e resultados que pretende?

Abraço e boa semana,

Hugo

 

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