As lições de vida do Empreendedorismo

As lições de vida do Empreendedorismo

As lições de vida do Empreendedorismo

698 400 Hugo Gonçalves

Ser Empreendedor não é um trabalho. É um estilo de vida!

É algo que normalmente surge de valores e emoções como independência, reconhecimento, paixão e busca por algo de possa deixar uma marca no mundo, ajudar pessoas e negócios e claro, gerar dinheiro.

Mas a expressão “estilo de vida” não consegue captar de forma total todas as dinâmicas e a experiência que caracterizam o percurso de alguém que pretende fazer algo novo ou disruptivo. Muitas vezes os empreendedores sentem-se perdidos, sem noção de qual o caminho a seguir, sem total confiança nas suas próprias capacidades e ao mesmo tempo descobrindo outras que não tinham ideia que existissem. Em muitas situações a desmotivação e o desgaste imperam quando os planos não correm como esperado e o stress manifesta-se devido à incerteza se a ideia ou negócio poderá arrancar ou funcionar.

No entanto, à medida que se percorre este caminho, independentemente se termina em sucesso ou com resultados menos bons, a própria experiência é uma aprendizagem fantástica e certamente poderá mudar a perspetiva que temos das coisas e proporcionar um conhecimento empírico que podemos utilizar para fazer crescer ainda mais um projeto de sucesso ou abraçar uma nova aventureira profissional ( seja ela de cariz empreendedor ou não).

Qualquer atividade profissional pode-nos dar a oportunidade de aprender lições difíceis, mas só através do empreendedorismo podemos ter uma consciência profunda das seguintes verdades:

1| os teus planos nunca vão funcionar

Esta expressão pode ser um pouco abrasiva ou pouco motivadora para a maioria da pessoas, mas é totalmente verdadeira para as pessoas que caminham no trilho do empreendedorismo e inovação. Independentemente do detalhe, validade e pesquisa associada ao plano, existem inúmeras variáveis e contextos que contribuem para que os planos possam de alguma forma falhar. Mas isto não significa que não se possa alcançar o sucesso. O truque é aceitar que os planos são a representação teórica de algo que vamos implementar e que ao serem confrontados com a realidade, estes planos devem evoluir, ser refinados e como líderes devemos evitar a colagem a um único caminho. Devemos ser flexíveis e aceitar que o caminho que inicialmente foi definido pode ter outras ramificações ou opções.

2| não existe a altura perfeita

Ser empreendedor implica assumir riscos, em muitos casos bastantes riscos. Mas os risk-takers mais conservadores muitas vezes tentam esperar pelo momento certo – lançar um produto na altura certa ou despedir-se do trabalho e iniciar um projeto próprio na altura perfeita. Muitas vezes isto significa esperar pelo “alinhamento das estrelas” para se agir.

Os empreendedores sabem que não existe a altura perfeita. Por isso temos que arriscar mais do que os outros e “saltar” para novas iniciativas mesmo que exista receio e desconforto em o fazer. Nestas etapas aprende-se que a ação é sempre mais melhor que a estagnação e que esperar pelo timing perfeito é uma pura perda de tempo. A perfeição é inimiga do progresso.

3| as pessoas são o mais importante

Muitas vezes os empreendedores começam os seus projetos animados pela crença na sua ideia e com uma perspetiva de ganhos e criação de valor. Uma perspetiva individualista. Mas normalmente a aprendizagem que surge é que as pessoas são o mais importante e o fim último da inovação e do empreendedorismo. Mesmo que se tenha uma grande ideia, esta apenas se vais materializar com as pessoas certas para dar suporte.

As pessoas irão ajudar ao longo do percurso. Elas são a sua equipa, os clientes, investidores, familias e amigos. Normalmente costumam-se dizer que os empreendedores são suportados pelo fator FFF – Founders, Family and Friends. Todos aqueles que pretendam inovar devem compreender este fenómeno e fazer tudo para que as pessoas envolvidas possam ser motivadas e inspiradas e assim melhor contribuir para o melhor alinhamento entre um novo produto e serviço e os seus clientes e utilizadores.

4| falhar é aceitável e pode ensinar algo

Todos os arrojados vão experienciar o fracasso em alguma altura da sua vida profissional. Bill Gates e Richard Branson tiveram hipotese de saborear o amargo sabor do insucesso em várias fases do seu percurso.

Algumas pessoas deixam que a nuvem do fracasso leve a melhor e abandonam as suas ideias e paixões. Mas quem se dedica ao seu projeto com paixão aceita de forma pacífica que erros eventualmente vão suceder e que em alguns casos serão inevitáveis. Falhar não é o fim da estrada. É uma oportunidade para aprendermos com os nossos erros e decisões e crescer como líderes dos nossos negócios.

5| persistência é tudo!

Todos os dias milhões de pessoas criam e desenvolvem novas ideias. Mas apenas um punhado delas conseguem ter a persistência e a vontade de as desenvolver.

Os empreendedores percebem que a resiliência faz a diferença entre o sucesso e o fracasso. Mesmo quando em dúvida, mesmo com hesitações e com menos paixão e energia, apenas a paixão e fé nos projetos e a respetiva persistência faz com que as ideias avancem e se transformem em frutos.

Perceber como as ideias nascem e morrem, ter consciência e convicção nas competências e interesses próprios e confiar nas pessoas e receber a sua ajuda e inputs são fatores valiosos que podem ajudar a trilhar um caminho sempre desafiante e com obstáculos, mas muito recompensador.

São estas as verdades que definem o percurso de um empreendedor.
Um abraço,

Hugo Gonçalves

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