Cérebro e Mente: A Batalha Final (parte I)

Cérebro e Mente: A Batalha Final (parte I)

Cérebro e Mente: A Batalha Final (parte I)

700 369 Hugo Gonçalves

Não, não é uma proposta para um novo filme de Ridley Scott ou Christopher Nolan.

Devido a algumas ligações neuronais “exóticas”, muitas vezes não conseguimos:

  • Ter a consciência do que se passa dentro do nosso registo individual;
  • Identificar as causas que levam a determinadas emoções e pensamentos;
  • Distinguir o que é verdadeiro do que são perceções;
  • Regular e adaptar os nossos comportamentos para valorizar o que é verdadeiro e aceitar/relativizar os outros “filmes”.

Mas como enquadrar este cenário nas organizações?

Primeiro, deixe-me partilhar uma experiência científica:

A um grupo de executivos (de forma individual) é pedido que executem um conjunto de testes mentais. Uma ressonância magnética funcional projeta imagens que refletem algumas interações elétricas, eletromagnéticas, de concentração de sangue e oxigénio que ocorrem no cérebro.

E porque é que esta experiencia é interessante?

  • Todos nós já tivemos líderes que tinham um “talento inato” para nos energizar e promover a nossa autonomia e evolução profissional;
  • Também tivemos outra abordagem de liderança onde os comportamentos e empatia são completamente diferentes;
  • Organizações e os Negócios fazem mover o mundo e o seu impacto nas Pessoas é fortíssimo;
  • A Espiritualidade está a encontrar o seu espaço nas empresas, devido à nossa evolução como pessoas
  • A disrupção do mundo à nossa volta e a incerteza e ambiguidade de tudo o que dantes era objetivo e claro.

As denominadas “abilities” ligadas ao que se denomina de “performance profissional integral” estão fortemente centradas no quadrante relacional e emocional.

Definem os líderes agentes de mudança – são proactivos perante um objetivo ou problema, gerem suas emoções em momentos de stress ou urgência e interagem com os outros em registos de mútuo benefício – inspirar e motivar os outros, escutar de forma ativa, etc.

Mas para além da Empatia, os líderes melhor preparados para o VUCA que vivemos neste momento desenvolveram outras competências – conseguem inspirar os seus colegas e equipas a darem o seu melhor (não o máximo) ou seja a serem primeiro eficazes e depois eficientes. Sabem quais foram os principais resultados obtidos na experiência anteriormente descrita?

 

O poder da Liderança está na capacidade de inspirar e criar ressonância nas emoções e vidas dos outros.

 

Por exemplo, uma das experiências consistia na recordação vívida de um encontro com um líder com quem tivessem anteriormente trabalhado e onde o impacto e a ressonância foram positivos – o líder pode ter sido motivador na obtenção de um objetivo, reconheceu ou valorizou esforço, etc.

Outro ensaio consistiu em avaliar como se sentiram os indivíduos na presença de pessoas tóxicas, complexas e injustas perante o grupo de avaliados.

As ressonâncias magnéticas revelaram uma diferença abismal entre os circuitos cerebrais ativados em cada uma dessas experiências. Sensações positivas e um “engagement” emocional com a pessoa “fixe” e as emoções geradas. Decréscimo nos níveis de empatia geral ao recordarem líderes menos capazes.

 

De forma direta, devido ao alcance das suas atividades e a confusão que ainda se faz com liderança e gestão, os decisores e influenciadores tem o poder (injusto) de influenciar o bom ambiente organizacional por eles próprios.

 

Mas existe um obstáculo para esta integração que proponho. Uma glândula que possuímos no nosso cérebro. Tem o tamanho de uma amêndoa, mas o seu poder e estímulos são poderosíssimos. A Amígdala.

Ela ativa “disparos” dos nossos modos de reação mais primitivos – lutar, fugir, congelar.

Durante toda a nossa evolução, esta glândula neuronal foi e é responsável por fazer as seguintes questões:

  • Luto ou Fujo?
  • Estou Seguro ou em Perigo?
  • Consigo obter o que Desejo exatamente Agora?

 

A grande questão é a seguinte:

Neste momento da nossa evolução como espécie e tendo em conta o mundo que nos rodeia, é muito complicado o botão vermelho das nossas emoções mais primitivas ser apenas gerido por uma parte no nosso cérebro.

 

Em 29 de NOV,  irei apresentar então qual a grande batalha, os “exércitos envolvidos” e as estratégias que são utilizadas por cada uma das partes.

Obrigado e um Abraço,

Hugo

 

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